Projeto Pomares Mata Atlântica- Conexões da Sociobiodiversidade: equipes de campo iniciam visitas técnicas para implantação dos Sistemas Agroflorestais em São Paulo e Bahia

O Projeto Pomares Mata Atlântica -Conexões da Sociobiodiversidade segue avançando em mais uma etapa de sua jornada para unir restauração ambiental, agroecologia e geração de renda para agricultores familiares.

O Projeto Pomares Mata Atlântica – Conexões da Sociobiodiversidade promove a restauração da Mata Atlântica por meio da implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs), integrando conservação ambiental, produção de alimentos e geração de renda. Ao longo de 24 meses, a iniciativa irá mobilizar agricultores familiares de São Paulo e da Bahia para o plantio de 100 mil mudas, fortalecendo sistemas produtivos mais sustentáveis e resilientes.

Ao todo, 162 agricultores se inscreveram para participar do projeto, sendo 110 em São Paulo e 52 na Bahia.

Desses, 100 propriedades serão selecionadas para receber o fomento para implantação dos Sistemas Agroflorestais previsto pelo projeto. Os demais inscritos poderão participar de atividades de formação, oficinas e intercâmbios de troca de saberes ao longo da execução.

A primeira fase foi dedicada à mobilização dos agricultores nos territórios de atuação, por meio de reuniões, divulgação da iniciativa e abertura das inscrições. Agora, o projeto avança para as visitas de diagnóstico e planejamento das propriedades pré-selecionadas.

Durante essas visitas, as equipes técnicas realizam um levantamento detalhado das características de cada propriedade, avaliando aspectos como uso do solo, relevo, disponibilidade de água, áreas degradadas e potencial produtivo, além da coleta de amostras para análise de solo. Também é realizado um diagnóstico socioeconômico das famílias, considerando a mão de obra disponível, as atividades produtivas desenvolvidas, os objetivos de cada agricultor e as possibilidades de comercialização. Essas informações orientam a construção de um planejamento individualizado, elaborado em conjunto com cada família, garantindo que os sistemas agroflorestais sejam adequados às características de cada propriedade e fortaleçam tanto a produção quanto a conservação da Mata Atlântica.

Equipe técnica em campo

As visitas são conduzidas por uma equipe técnica distribuída nos territórios de atuação do projeto:

  • Amanda Alves – engenheira agrônoma – Vale do Ribeira (SP)
  • Thiago Monaco – engenheiro agrônomo – Mantiqueira e Vale do Paraíba (SP)
  • José Manoel Zago (Maneco) – engenheiro agrônomo e biólogo – regiões de Iperó e Itapetininga (SP)
  • Antônio Mattos (Tony) – técnico agrícola – Ilhéus e entorno (BA)

São esses profissionais que percorrem as propriedades, dialogam diretamente com as famílias agricultoras e desenvolvem, de forma participativa, os diagnósticos e os planos de implantação dos SAFs.

Planejamento construído junto com os agricultores

A proposta do projeto não é implantar modelos prontos. Cada Sistema Agroflorestal é planejado em conjunto com os agricultores, considerando as características ambientais da área, os objetivos produtivos da família e o potencial de geração de renda.

Em algumas propriedades, o foco será fortalecer a produção de frutas nativas. Em outras, os SAFs serão integrados a cultivos já existentes, ampliando a diversidade produtiva e criando novas oportunidades econômicas. Quando necessário, os projetos também incluem ações de recuperação de matas ciliares e restauração de áreas degradadas.

Após essa etapa, são elaborados os croquis das áreas e definidos os arranjos agroflorestais, além do dimensionamento das mudas, insumos e serviços necessários para a implantação.

Próximos passos

Com os diagnósticos e planejamentos em andamento, o projeto inicia a preparação para as próximas etapas. A partir das definições realizadas junto às famílias, serão iniciadas as aquisições de mudas e insumos necessários para os plantios.

Mais do que plantar árvores, o Projeto Conexões da Sociobiodiversidade busca construir sistemas produtivos regenerativos capazes de fortalecer a biodiversidade, recuperar solos e recursos hídricos, ampliar a produção de alimentos e gerar novas oportunidades de renda para agricultores familiares.

Ao longo dos próximos meses, as visitas de campo continuarão sendo fundamentais para transformar planejamento em ação e conectar floresta, produção e qualidade de vida nos territórios participantes.

O Projeto Pomares Mata Atlântica – Conexões da Sociobiodiversidade é uma parceria entre o Instituto Auá e a Fundação Banco do Brasil.

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