Visita técnica e encontro de núcleo fortalecem a construção coletiva no Projeto Pomares Mata Atlântica – Agrofloresta Monalisa

O acompanhamento das propriedades é uma das etapas fundamentais do Projeto Pomares Mata Atlântica – Conexões da Sociobiodiversidade. Por meio das visitas técnicas e dos encontros entre participantes, o projeto aproxima conhecimento técnico, agricultores e práticas que contribuem para a regeneração das propriedades rurais.

Um desses momentos aconteceu na Agrofloresta Monalisa, em Tuiuti (SP), onde o  técnico Thiago Monaco  reuniu  representantes de nove sítios das regiões de Morungaba, Amparo e Tuiuti.

Além de conhecer a experiência da propriedade anfitriã, o encontro foi uma oportunidade para alinhar informações sobre o projeto, tirar dúvidas e fortalecer a integração entre os participantes.

A Agrofloresta Monalisa 

Localizada no Loteamento Caminho das Águas em Tuiuti (SP), a Agrofloresta Monalisa é um espaço de vivências e experimentação agroecológica, turismo rural e comercialização de produtos agrícolas.

O local também abriga um coletivo de artesãs e atua como ponto de cultura, arte e educação. A proposta busca integrar preservação ambiental, valorização da cultura local e saberes tradicionais, criando diferentes formas de conexão entre as pessoas e a natureza.

Na propriedade, a produção de alimentos acontece a partir de práticas que valorizam a biodiversidade, a conservação do solo e da água e o respeito aos ciclos naturais.

A Agrofloresta Monalisa já possui uma área de agrofloresta implantada anteriormente e agora se prepara para ampliar suas ações de regeneração. A proposta inclui o plantio de novas árvores em outra parte do sítio, contribuindo para a formação de uma nova área florestal e para o aumento da diversidade da propriedade.

Por se tratar de uma área de restauração com condições favoráveis ao trabalho, parte do planejamento técnico já pôde ser encaminhada durante as primeiras etapas de acompanhamento.

“O foco principal desse encontro foi o pessoal se conhecer e interagir entre eles, porque eventualmente vão trabalhar juntos nos mutirões.” Tiago Monaco- técnico Rural responsável

O encontro de núcleo também foi pensado como um espaço de conversa e integração entre os participantes do projeto.

De maneira mais livre e descontraída, agricultores e equipe técnica puderam esclarecer dúvidas sobre as próximas etapas e discutir questões relacionadas à definição das áreas e à quantidade de mudas prevista para cada sítio.

A aproximação entre os participantes é outro aspecto importante desse processo. Ao longo do projeto, os agricultores poderão participar de atividades coletivas, incluindo mutirões. Por isso, criar vínculos e estimular a troca desde o início contribui para fortalecer a construção conjunta das ações.

A programação também incluiu uma caminhada pela propriedade anfitriã, permitindo que os participantes conhecessem de perto a experiência desenvolvida na Agrofloresta Monalisa.

As visitas às propriedades fazem parte da metodologia de acompanhamento do Projeto Pomares Mata Atlântica – Conexões da Sociobiodiversidade.

A primeira etapa é chamada de visita de verificação, um momento para conhecer a realidade da propriedade e conferir, na prática, as informações apresentadas durante o pré-cadastro.

Durante esse processo, são avaliados aspectos como:

  • a área disponível; 
  • a quantidade de mudas prevista; 
  • o tipo de sistema que o agricultor pretende implantar; 
  • as condições da propriedade; 
  • e as contrapartidas que podem ser oferecidas. 

Esse contato direto é fundamental porque as possibilidades de implantação podem se tornar mais claras quando a equipe conhece a área presencialmente.

“Eu chamo a primeira visita de visita de verificação. É o momento de conferir, na prática, se as informações e intenções apresentadas no pré-cadastro estão de acordo com a realidade da propriedade e com o que o projeto pode oferecer”. Tiago Monaco- técnico Rural responsável

Em alguns casos, uma propriedade que inicialmente receberia um número menor de mudas pode apresentar potencial para uma intervenção maior ou vice versa. Por isso, a avaliação técnica permite ajustar o planejamento às condições e aos objetivos de cada local.

Planejamento e acompanhamento das próximas etapas

Após a visita de verificação, o acompanhamento segue para uma segunda etapa, voltada ao planejamento da área e à definição das ações necessárias para a implantação.

No caso da Agrofloresta Monalisa, o trabalho já avançou para a preparação do terreno com o uso do trator, iniciando o caminho para as próximas etapas do plantio.

Mais do que acompanhar cada propriedade individualmente, essas atividades também ajudam a construir uma rede de colaboração entre os agricultores. A troca de experiências permite compartilhar aprendizados, conhecer diferentes realidades e fortalecer o trabalho coletivo.

Construindo caminhos para regenerar

A experiência vivida na Agrofloresta Monalisa mostra como encontros, visitas técnicas e acompanhamento em campo são importantes para transformar o planejamento em ações conectadas à realidade de cada propriedade.

Ao aproximar agricultores, conhecimento técnico e experiências já desenvolvidas nos territórios, o Projeto Pomares Mata Atlântica – Conexões da Sociobiodiversidade contribui para construir caminhos de produção e regeneração em conjunto.

Cada propriedade tem suas características, desafios e possibilidades. É a partir desse olhar para o território que o planejamento ganha forma e novas ações podem começar a ser construídas.

O projeto Projeto Pomares Mata Atlântica – Conexões da Sociobiodiversidade é realizado pelo Instituto Auá em parceria com a Fundação Banco do Brasil @‌fundacaobb e a BB/DIRAG.

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