Ano novo, novos projetos, muito impacto: o que o Instituto Auá constrói em 2026
O Instituto Auá começou o ano de 2026 reafirmando o compromisso de fazer o empreendedorismo socioambiental acontecer na prática: fortalecer redes, aprimorar a produção, ampliar acesso a mercado, gerar renda com responsabilidade, melhorar a qualidade de vida e conservação ambiental.
Cada projeto olha para um ponto do território, mas todos compartilham um eixo comum: valorizar quem está na ponta, impulsionar a bioeconomia e a economia solidária e transformar a biodiversidade em oportunidade, com raízes profundas em justiça social e regeneração.
A seguir, você conhece os projetos que vão movimentar 2026, com objetivos, públicos beneficiados, territórios e formas de atuação.
1) Território Mata Atlântica Paulista: integração técnica e comercial das frutas nativas
Parceria: Programa SP Produz – Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo
Este projeto dá continuidade ao trabalho construído na Cadeia Produtiva Local (CPL) de Frutas Nativas da Mata Atlântica e fortalece a integração entre assistência técnica rural, organização da produção e acesso a mercado. A proposta é melhorar condições de plantio e manejo dentro das propriedades e, ao mesmo tempo, garantir que frutas nativas e derivados cheguem a mais pessoas com qualidade, regularidade e preço justo.
Objetivo
Fortalecer a cadeia de frutas nativas com base agroecológica, conectando produção, estrutura de pós colheita e mercado.
Como atua
Aprimoramento técnico no cultivo e na colheita;
Apoio à logística, armazenamento e padronização;
Expansão de pontos de venda e relacionamento comercial.
Quem se beneficia
Agricultores familiares, empreendimentos locais, parceiros de venda e consumidores que buscam alimentos com origem, rastreabilidade e impacto positivo. Com atuação direta no Bioma Mata Atlântica, esse território também ganha com áreas produtivas biodiversas, recuperação da fauna e flora.
Territórios
Produtores familiares: Natividade da Serra, Piedade, São Miguel Arcanjo
Base Logística: Osasco
Comercial: Região Metropolitana, Alto Tietê, Vale do Paraíba, Vale do Ribeira e Litoral de SP.
2) Rede BioSol:
Parceria: Programa Ecoforte – Fundação Banco do Brasil e BNDES
A Rede BioSol conecta empreendimentos coletivos e iniciativas de economia solidária para ampliar cooperação, trocas e capacidade de entrega. É desenvolvimento ancorado em organização comunitária, aprendizado compartilhado e circulação de renda nos próprios territórios.
Objetivo
Fortalecer uma rede de bioeconomia solidária por meio de governança, estrutura produtiva, qualificação e acesso a mercados.
Como atua
Articulação e governança da rede;
Aquisição de equipamentos e apoio à estruturação produtiva;
Assistência técnica e oficinas de capacitação;
Estratégias de mercado, logística e comunicação para dar visibilidade e escoamento.
Quem se beneficia
21 Grupos e empreendimentos coletivos ligados à agroecologia e à bioeconomia solidária, incluindo agricultoras e agricultores familiares, cooperativas, associações e coletivos, além de comunidades e povos tradicionais, quilombolas e povos indígenas.
Territórios
Vale do Ribeira (Cananéia, Iporanga, Barra do Turvo, Apiaí, Sete Barras), interior de SP (São Miguel Arcanjo, Sapucaí Mirim, Natividade da Serra) e Região Metropolitana de São Paulo (São Paulo, Embu Guaçu, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul).
3) +Sociobio: formação de novos mercados na Mata Atlântica
Parceria: Petrobras
Quando novos mercados se abrem, também se abrem possibilidades para quem produz com responsabilidade. O projeto +Sociobio irá identificar, capacitar e investir financeiramente em empreendimentos locais, além de criar e fortalecer canais de comercialização, aproximando produtos da sociobiodiversidade de compradores, cozinhas, estabelecimentos e consumidores.
Objetivo
Ampliar e qualificar o acesso a mercado para produtos da sociobiodiversidade, fortalecendo renda e permanência nos territórios.
Como atua
Capacitação e crédito para empreendimentos coletivos locais;
Estratégias de posicionamento e abertura de canais comerciais;
Construção de parcerias e rotas de comercialização;
Valorização de produtos com identidade territorial e origem socioambiental.
Quem se beneficia
Mulheres, pessoas negras, agricultores familiares, comunidades tradicionais e pescadores, fortalecendo protagonismos e oportunidades econômicas ligadas ao território.
Territórios
Santos, Caraguatatuba e Ubatuba.
4) Pomares Mata Atlântica – Conexões da Sociobiodiversidade
Parceria: Fundação Banco do Brasil e BB/DIRAG
Plantio é futuro em regeneração. Este projeto implantará Sistemas Agroflorestais com espécies nativas e ampliará a base produtiva e a biodiversidade em áreas rurais e periurbanas. Com o plantio previsto de 100 mil mudas, o que se cultiva aqui é autonomia, inclusão, renda e paisagens em recuperação ao longo do tempo.
Objetivo
Aumentar a diversidade produtiva com espécies nativas, fortalecendo renda e resiliência ecológica por meio de SAFs.
Como atua
Implantação e manejo de pomares e sistemas agroflorestais;
Acompanhamento e orientação técnica;
Conexões entre produção, beneficiamento e comercialização para dar continuidade ao valor gerado.
Quem se beneficia
Cerca de 100 pessoas diretamente, entre agricultoras e agricultores familiares proprietários das áreas e participantes de mutirões e capacitações, com prioridade para jovens e mulheres.
Territórios
Estado de São Paulo: Pedreira, Pedro de Toledo e Iperó.
Bahia: Ubaitaba e Ilhéus.
5) Ciclo Vivo: inclusão produtiva e renda sustentável em São Paulo
Parceria: Aliança pela Inclusão Produtiva – Aipê
O Ciclo Vivo é um projeto de inclusão produtiva e aumento de renda na cidade, apoiando iniciativas nos segmentos de reciclagem e economia circular, agroecologia urbana e energias renováveis. O Instituto Auá irá contribuir na articulação de redes, capacitações, melhoria de infraestrutura, apoio comercial e logística para consolidar produtos e canais.
Objetivo
Estruturar empreendimentos e fortalecer a geração de renda com impacto socioambiental em três territórios de São Paulo.
Como atua
Pico do Jaraguá: apoio a Aldeia Guarani – Tekoa Itakupe com construção e reforma do viveiro de mudas e da fabriqueta de óleos essenciais; capacitações e apoio no acesso ao mercado.
Jardim São Luís e Jardim Ângela: capacitações e estrutura para mulheres em reciclagem, saboaria e agricultura urbana.
Parelheiros: fortalecimento de agricultores familiares com capacitações, construção da lojinha agroecológica e aquisição de equipamentos para processamento de frutos nativos.
Tudo isso com capacitação, comunicação, apoio comercial e logística para ampliar sustentabilidade e mercado.
Quem se beneficia
Famílias indígenas Guarani em situação de vulnerabilidade, mulheres de baixa renda em grupos produtivos e agricultoras e agricultores familiares de Parelheiros, com destaque para mulheres interessadas no beneficiamento e jovens dedicados ao cultivo agroecológico.
Territórios
São Paulo capital: Pico do Jaraguá, Jardim São Luís, Jardim Ângela e Parelheiros.
6) Caminhar, Transformar e Cooperar – Nova Paisagem Urbana
Financiamento: Ministério do Trabalho, Emprego e Previdência
O projeto irá apoiar pessoas e grupos de regiões periféricas de São Paulo para a promoção e o fomento da Economia Popular e Solidária. com realização de formação e capacitação dos beneficiários, que se apresenta como uma real alternativa ao desenvolvimento sustentável do território, com geração de produção, trabalho e renda, distribuição de riqueza e cidadania participativa.
Objetivo
Contribuir com iniciativas que se organizem coletivamente em empreendimentos para produção de bens, prestação de serviços, consumo, comercialização, baseados na gestão democrática, na cooperação, na solidariedade e na autogestão.
Como atua
Estímulo aos participantes a se apropriar de instrumentos e espaços públicos que promovam o acesso ao trabalho e renda, por meio de práticas cidadãs e solidárias,
Apoio a elaboração de projetos para desenvolvimento de empreendimentos populares e solidários, organizados de formas associativas, cooperadas compatíveis com os critérios fixados em lei;
Estimular a participação na promoção do desenvolvimento comunitário e local com base na cultura solidária e na sustentabilidade econômica, social e ambiental.
Quem se beneficia
120 beneficiários diretos que queiram ou já estejam se constituindo em empreendimentos de economia solidária e 3 organizações comunitárias: Associações Povo em Ação (Jd Cohab São Bento), ACDEM (Ermelino Matarazzo) e Coletivo de Cultura (Brasilândia).
Territórios
Regiões periféricas de São Paulo (Brasilândia, Jd. Cohab São Bento e Ermelino Matarazzo)
Como acompanhar e participar em 2026
Ao longo do ano, vamos compartilhar bastidores, resultados e histórias de quem faz acontecer, além de caminhos para você se envolver: visitando pontos parceiros, participando de eventos, divulgando nossos conteúdos e escolhendo produtos que fortalecem a sociobiodiversidade.
Nada disso se sustenta sozinho. É na rede, na confiança e na continuidade que o impacto ganha escala.












