São Paulo lança Frente de Produção Orgânica e Agroecológica “Ondalva Serrano”, conselheira do Instituto Auá

Foi lançada ontem, 22 de junho, em São Paulo, a Frente Parlamentar em Defesa da Produção Orgânica e Desenvolvimento da Agroecologia “Ondalva Serrano”, com a presença do presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Fernando Capez, deputados estaduais, representantes de órgãos públicos, produtores rurais e organizações da sociedade civil, que lotaram o auditório para celebrar o papel da frente na construção da Política Estadual de Agricultura Orgânica em São Paulo.

São 53 deputados membros da Frente Parlamentar, ou mais da metade dos 94 deputados deste mandato, consolidando a representatividade desse espaço para promover temas de interesse de toda a sociedade no contexto da produção de base ecológica e de uma alimentação saudável. A composição suprapartidária da frente, com a presença de mais de 12 partidos políticos, também garante a representatividade nas diretrizes que nortearão a nova política, envolvendo os vários setores da sociedade e secretarias, como a de educação, saúde e economia.

A agrônoma Ondalva Serrano, conselheira do Instituto Auá, foi homenageada no evento de lançamento, dando nome à Frente Parlamentar, e lembrando que “os envolvidos têm agora a oportunidade de ser cúmplices e parceiros desse compromisso em defesa da vida, num momento em que economia e sociedade enfrentam efeitos do modelo insustentável de desenvolvimento”.

img_8108

A nova Frente Parlamentar atua conjuntamente com a sociedade civil apoiando as iniciativas legislativas e as políticas públicas que permitam novos padrões para a produção orgânica, com objetivos como os mecanismos de incentivo no campo, uso sustentável dos recursos naturais, superação do uso de agrotóxicos, agricultura urbana, entre as 31 finalidades de seu estatuto.

A sociedade civil está representada por 49 instituições no coletivo, com mobilização de instituições como Instituto Auá e AAO – Associação de Agricultura Orgânica, que acreditam que a produção orgânica e agroecológica, para uma verdadeira soberania alimentar, veio para ficar. “Tivemos a experiência positiva de construção da Lei da Alimentação Escolar Orgânica na cidade de São Paulo, com a articulação entre sociedade civil, legislativo e executivo, o que nos permite otimismo, porém precisaríamos avançar 50 anos em 5 daqui para frente”, destacou o secretário-executivo da AAO, Márcio Stanziani.

De fato, o consumo de agrotóxicos no Brasil dobrou de número nos últimos 10 anos e o país é o recordista mundial no uso dessas substâncias, que junto com a ingestão dos alimentos ultraprocessados, é responsável por enorme quantidade de doenças crônicas da atualidade. “É preciso garantir a compra da produção orgânica, pois os custos-benefícios desse sistema, em termos nutricionais e ambientais, são incomparáveis”, destacou o deputado federal Adelmo Leão.

img_8114

Comente